Internacionalização de marcas: o que você precisa saber ao levar sua empresa para o mundo

Executivos estudam estratégias de expansão global.

Expandir sua marca para além das fronteiras nacionais é um passo estratégico que pode levar o seu negócio a novos patamares de crescimento.

No entanto, a internacionalização de marcas exige planejamento, conhecimento jurídico e adaptação cultural. É comum que surjam dúvidas, como:

  • O registro da minha marca tem validade no mundo todo?
  • Como faço o registro em outros países se minha empresa está no Brasil?
  • Existe um registro internacional único que vale para todos os países?
  • Quais são os riscos de não registrar minha marca em outros mercados?
  • Preciso adaptar minha marca para atuar em outro país?

Neste conteúdo, você vai encontrar as respostas para essas perguntas e entender os principais pontos que envolvem esse processo que posiciona sua marca no mercado global.

Registro de marca internacional: entenda o conceito

A internacionalização do registro de uma marca tem como objetivo assegurar seus direitos de uso e proteção em outros países, oferecendo exclusividade e respaldo jurídico fora do território nacional. 

No entanto, é importante destacar que não existe um único sistema ou órgão que conceda proteção global automática.

O que existe são acordos e tratados internacionais, como o Protocolo de Madrid e a Convenção de Paris, que permitem solicitar o registro internacionalmente, desde que essas nações sejam signatárias desses acordos. 

A escolha do método de registro internacional depende do destino da sua marca e das relações jurídicas entre os países envolvidos.

Como funciona o registro internacional de marcas?

O registro internacional e sua tramitação dependem muito de seu território. Abaixo, conheça alguns casos mais emblemáticos.

Registro internacional nos Estados Unidos

Nos Estados Unidos, o registro de marca pode ser feito com base em: 

  • Uso real no comércio, com comprovações, como embalagens;
  • Intenção de uso futuro;
  • Registro já obtido em outro país;
  • Pedido recente feito em país membro da Convenção de Paris.

O processo leva, em média, 10 meses se não houver objeções, e a proteção vale por 10 anos, com possibilidade de renovação. A marca precisa ser usada no país em até 5 anos após o registro e a validade se estende a todos os territórios norte-americanos.

Registro internacional na China

Na China, registrar uma marca pode ser mais complexo, já que é altamente recomendável apresentar a versão da marca em caracteres chineses

Registrar apenas a versão original, em outro idioma, não garante proteção total — outra pessoa pode registrar o nome em ideogramas e usá-lo legalmente. 

Além da proteção jurídica, o uso dos caracteres locais facilita a identificação da marca pelo público chinês. 

Por isso, é indicado registrar tanto a forma original, quanto a tradução ou transliteração adequada. O processo leva, em média, 15 meses para ser concluído.

Registro internacional na União Europeia (UE)

Na União Europeia, um único registro garante a proteção da marca em todos os países membros do bloco.

O processo leva, em média, 6 meses e, após aprovado, o registro é válido por 10 anos, podendo ser renovado. A marca deve ser usada comercialmente dentro de 5 anos para manter sua validade. 

É possível reivindicar prioridade se o país de origem for membro da Convenção de Paris ou da OMC.

Por que a internacionalização de marcas é tão importante para marcas nacionais que buscam expansão?

Se a marca tem potencial para crescer além das fronteiras brasileiras, o registro internacional ajuda em diversas frentes, tais como:

  • Exportar produtos com identidade protegida;
  • Entrar em marketplaces internacionais;
  • Firmar contratos de licenciamento ou franquia no exterior;
  • Proteger sua marca contra uso indevido por terceiros fora do Brasil.

Além disso, contar com a proteção da marca em mercados estrangeiros evita surpresas desagradáveis, como descobrir que alguém já registrou a marca ou impossibilidade de usá-la em outro território.

Expansão da marca no exterior: o risco de crescer sem a proteção do registro

Expandir sem proteger é correr riscos. Ao levar a marca para o mercado internacional sem o devido registro, a empresa pode:

  • Ser impedida de usar a marca, nome e logotipos em outro país;
  • Ser notificada judicialmente por uso indevido se alguém já tiver registrado a marca;
  • Perder oportunidades de negócio por falta de respaldo legal.

Em contrapartida, registrar sua marca no exterior é extremamente vantajoso, pois:

  • Garante exclusividade em mercados onde há potencial e desejo de atuar;
  • Previne conflitos com outras marcas já existentes;
  • Flexibiliza o pedido de registro em outros países no futuro;
  • Otimiza custos, como gastos com tradução documental em vários idiomas;
  • Agrega valor ao seu negócio para exportação, franquias e licenciamento;
  • Abre portas para crescimento com segurança jurídica.

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